sábado, 31 de janeiro de 2009

Trinta anos de profissão

Este ano completo trinta anos de formada. O tempo voa. Ontem mesmo saia da Faculdade completamente inexperiente, sem saber ao menos como se fazia um contrato com um cliente. Meu primeiro trabalho foi feito por indicação de uma amiga da faculdade, Maria José (Zezé), que me chamou para fazer a cobertura do dentista dela, no bairro do Flamengo, no Rio. Depois, arrumei um estágio em uma firma de paisagismo que era um horror, onde fiquei 15 dias e resolvi sair. Dali fiz alguns contatos com construtoras que começaram a me chamar para fazer suas obras. Daí por diante foi o boca a boca que me trouxe clientes. Após oito anos de profissão me mudei para Santos devido a uma transferência de trabalho de meu marido. Lá, deslanchei na profissão, pois como só havia chácaras que faziam jardins, todos sem estilo, muito iguais, uma paisagista na cidade causou furor no “high society”. Era chique fazer o jardim com a paisagista. Logo, as construtoras e grandes empreendimentos que chegavam à cidade me convidavam para fazer seus jardins, como por exemplo os do Mc Donalds, da Blockbuster, de alguns grandes Bancos, etc. Fiz dos clientes grandes amigos, alguns que mantenho até hoje. Depois de doze anos em Santos voltei para o Rio, onde comecei a fazer paisagismo em parceria com arquitetos. Participei de muitas exposições que me deram grande destaque no setor. No meio do ano passado, nova transferência do marido me trouxe para São Paulo, de onde faço uma ponte aérea por mês para atender a meus clientes que ficaram no Rio e volto para atender os clientes que já consegui por aqui. É uma profissão muito prazerosa, pois estar em contato com a natureza e a cada dia fazer um trabalho diferente – porque nunca um projeto é igual ao outro - não traz monotonia ao trabalho. Quando entrei para faculdade de Belas Artes ia cursar Escultura, influenciada pela obra de Michelangelo, de quem sou fã incondicional. No meio do percurso, descobri uma sala cheia de plantas e perguntei que curso era aquele. O professor me explicou que seria um curso novo dentro da faculdade, de Paisagismo, e que o paisagista cuidaria de toda a área externa das construções. Seria um “arquiteto de exterior”. Adorei a idéia e pedi minha transferência de curso. Foi muito bom ter feito esta troca, hoje não trocaria minha profissão por nenhuma outra. Adoro o que faço e não pretendo parar tão cedo.

5 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns!!
Agora passa a receita para se manter tão jovem! Deve ser influencia das plantas. Adoro tudo que vc escreve.

Rosane

Marisa Lima disse...

Oi Rosane,
que bom que você gosta do que escrevo.
Quanto a minha juventude deve ser mesmo fazer o que se gosta, pois tenho 51 anos e me sinto bem jovem mesmo.
Um abraço.
Marisa

Ana Cristina disse...

Olá Marisa,

gostei muito do seu blog, é interessante e informativo.
Estou estudando paisagismo no INAP em Belo Horizonte, e terminarei o curso no ano que vem.
Sempre me interessei pelo paisagismo. Estou muito empolgada com o curso e acho que poderia trabalhar em diversas áreas, projetando ou executando jardins, gosto de arranjos florais e tenho ainda possibilidade de construir um viveiro de plantas.
Você contou a sua estória no começo. Que dicas você pode me dar para começar a me inserir no mercado de trabalho?
Um abraço,

Ana Cotta

Marisa Lima disse...

Ana Cristina,
quando você já estiver com alguns trabalhos executados, faça um portifólio e agende com arquitetos e construtoras para mostrar seu trabalho.
Participe também de feiras e mostras de decoração.
Abçs

james paisagismo disse...

Olá Marisa. Trabalho com paisagismo há seis anos e também adoro o que faço.Gostei da idéia da Ana Cristina sobre o portifólio. Também já elaborei vários projetos em SP, e todos são, realmente, diferentes uns dos outros. Achei interessante a forma em que se interessou pela área. Tenho trinta anos e gostaria de participar mais ativamente do mercado de trabalho. Tenho cursos nesta área, mas ainda não possuo graduação superior. O que me sugere? Um abraço. James.

 
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